Pesos uruguaios

Que moeda levar para o Uruguai e a Argentina?

Então, nos minutos finais, organizando a minha viagem ao Uruguai e Argentina, roteiro pronto, passagens compradas, hotel reservado e o grande presente de fim de ano que ganho do governo brasileiro… qual é? IOF de 6,38% sobre qualquer operação de crédito e débito no exterior. E eu que já me preparava para abastecer o meu cartão pré-pago!? Dessa forma, a única saída que me restou foi avaliar as opções e escolher a melhor forma, ou a menos onerosa, para as despesas no exterior.

As opções ficaram assim:

Travel Money (cartão pré-pago):

Antes da decisão do Ministro da Fazenda, o cartão pré-pago era o queridinho dos viajantes, uma vez que garantia a segurança do cartão e operava à taxa de 0,38%. Hoje opera à uma taxa de 6,38%. Ponto negativo para o aumento da taxa e ponto positivo para segurança do cartão, visto que não andaremos com uma grande quantia no bolso.

À título de educação financeira, ainda funciona muito bem. Para os amigos viajantes que se excedem nas compras nos exterior, é uma boa opção para evitar sustos ao receber a fatura do cartão de crédito e para aqueles que viajam com crianças ou adolescentes também, uma vez que podem depositar uma quantia X em um cartão para cada filho, evitando o descontrole nas finanças da família. Dessa forma, ponto positivo para o cartão pré-pago.

E o placar fica: 2 x 1.

Dinheiro em espécie:

Realmente viajar com uma grande quantia de dinheiro no bolso não é uma opção muito boa. Há o risco de assaltos, roubos, perdas, … guardar na mala!? Nem pensar. Já imaginou se extraviam sua mala? Para algum deputado do passado (alguém deve lembar), levaria o dinheiro na cueca, já que quantia acima de R$ 10.000,00 deve ser declarada. Dessa forma, ponto negativo para o dinheiro em espécie.

Porém, com a cobrança de IOF de 6,38% sobre as operações de crédito e débito, é uma opção muito boa levar dinheiro para o exterior, já que o imposto cobrado continua 0,38%. Ponto positivo para o dinheiro em espécie.

Placar: 1 x1.

Cartão de crédito:

Este continua com a tributação de 6,38% sobre suas operações. Nada mudou nesse sentido. Ponto negativo para a alíquota de 6,38%.

Por outro lado podemos apontar como algumas vantagens o pagamento postergado do imposto e o ganho com o cambio se o valor da moeda cair, visto que o cambio das operações é o do fechamento da fatura, porém se as oscilações cambiais são curtas, o ganho cambial pode não ser tão interessante. Ponto nulo. Nesse caso uma situação anula a outra e continuamos pagando a tributação de 6,38%.

Porém uma vantagem real é o ganho de milhas com o uso do cartão de crédito. Ponto positivo para o cartão.

Placar: 1 x 0

E então o que fazer? Aprendi desde cedo que nunca devemos concentrar todos os investimentos em um único empreendimento e considerando que não sou uma consumidora compulsiva (sou até bem controlada), considerando que a viajante é administradora e o ajudante (leia-se: marido) é contador, vou levar sim uma quantia em espécie e vou levar o queridinho das mulheres – o cartão de crédito, que quando bem utilizado pode ser uma boa opção.

Para saber o preço de algum produto em reais basta dividir o valor que você vê em pesos pelo valor do câmbio em reais. Ex. algo que custa $ 90,00 pesos, basta dividi-lo pelo valor do câmbio exigido, no caso da Argentina, $90/R$  3,00 = R$ 30,00. Regra de três simples. Lembranças da tia Maria do tempo de escola infantil.

Percebemos que o cambio paralelo tanto no Uruguai como na Argentina foi uma boa opção. O que aconteceu na prática foi que apenas trocamos Reais em lojas de câmbio somente duas vezes. No melhor dos câmbios oficiais, estava à R$ 2,75 na Argentina. Alguns restaurantes aceitavam o pagamento em Reais, com o câmbio à três reais e outros restaurantes somente com o câmbio oficial. Porém mesmo com o câmbio oficial, pagar a conta do restaurante em reais, ainda valia a pena, visto que não pagaríamos o IOF de 0,38% (apesar de pequeno) e não tinha a perda de tempo em se dirigir até uma loja para troca de moedas. A ideia ainda era receber o troco em pesos para aqueles lugares que não aceitavam reais.

Por outro lado, na Calle Florida, em Buenos Aires, há diversas pessoas trocando reais por pesos argentinos. Fique atento! A oferta é tentadora, com o câmbio à R$ 4,00, porém não há garantias de que o dinheiro é verdadeiro.

Dessa forma, a minha primeira sugestão dada acima, foi a melhor utilizada, ou seja, algumas despesas em reais, outras em pesos e outras no querido cartão de crédito. Assim fizemos uma boa viagem, sem excessos, e curtimos o melhor do Uruguai e Argentina.

Abraços!

Jamille

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3 pensamentos sobre “Que moeda levar para o Uruguai e a Argentina?

  1. Olá!
    Jamille, muito bom seus posts. Obrigada por compartilhar suas impressões conosco.

    Gostaria apenas de acrescentar como sugestão outra opção, na minha opinião, a mais econômica e segura, principalmente se o seu banco não cobrar taxas por saque ou se as taxas forem baixas.
    O ideal é antes verificar se os caixas eletrônicos também cobram taxas por saque, além daquelas praticadas pelo seu banco.

    Exemplo de taxas que encontrei quando viajei para o Peru:

    Taxas por saque no Peru:
    Scotiabank = Sem taxa
    Banco de la Nación (caixa vermelho e branco) = Sem taxa
    BCP = 5,60 soles = 4 reais
    BBVA = 14,50 soles = 10 reais
    Global Net = 10 soles = 7 reais

    Obs.: é importante desbloquear a função “cartão internacional” de seu cartão antes de viajar para o exterior.

    Segue um link com um tutorial de como fazer saques com seu cartão de débito: http://www.melhoresdestinos.com.br/saque-debito-conta-corrente-viagem-exterior.html

    Abraços,
    Maíra

  2. Preparando a viagem para Montevidéu e pesquisando, encontroo seu blog.
    Gostando muito das dicas, observações e sugestão de passeios.
    Qual agência reservou a ida para vinícola Bouza?

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